domingo, 6 de junho de 2010

NÃO SEI O QUE A VIDA É


A vida parece tão frágil.... As nuvens no céu, os livros que lemos, a nossa doce infância, nossas alegrias, os lugares onde moramos, as escolas onde estudamos. Tudo parece escapar de nossas mãos, menos do coração. Este parece guardar tudo.

Eu não sei o que a vida é, e talvez morra sem saber. Os filósofos, religiosos, intelectuais, os gurus da Índia, o xamã da Austrália, já deram as suas explicações do que é a vida; nenhum deles conseguiu-me convencer.

É tudo tão vasto quando olho para as nuvens, quando olho para o horizonte, ou quando olho para dentro de mim mesmo. Tudo é tão misterioso.

Não sei o que a vida é, mas sinto que é tudo tão frágil; tão perto e distante ao mesmo tempo. Quando não se sabe lidar com a solidão e o silêncio não se sabe viver, e sem essas duas coisas nada se consegue perceber além do superficial e do óbvio.

Por eu não saber o que a vida é, cada momento torna-se mágico e único. Às vezes o silêncio dentro de mim é tão grande que sinto a beleza em tudo. Na essência das coisas não há lugar para o feio e o imperfeito.

Todas as dicotomias desaparecem no silêncio, como também os julgamentos, desejos e inquietações. É só quando o silêncio toma conta de mim que sinto que estou vivendo. Só quando sinto todas as coisas como parte de mim mesmo, que estou verdadeiramente vivendo.