domingo, 6 de junho de 2010

NÃO SEI O QUE A VIDA É


A vida parece tão frágil.... As nuvens no céu, os livros que lemos, a nossa doce infância, nossas alegrias, os lugares onde moramos, as escolas onde estudamos. Tudo parece escapar de nossas mãos, menos do coração. Este parece guardar tudo.

Eu não sei o que a vida é, e talvez morra sem saber. Os filósofos, religiosos, intelectuais, os gurus da Índia, o xamã da Austrália, já deram as suas explicações do que é a vida; nenhum deles conseguiu-me convencer.

É tudo tão vasto quando olho para as nuvens, quando olho para o horizonte, ou quando olho para dentro de mim mesmo. Tudo é tão misterioso.

Não sei o que a vida é, mas sinto que é tudo tão frágil; tão perto e distante ao mesmo tempo. Quando não se sabe lidar com a solidão e o silêncio não se sabe viver, e sem essas duas coisas nada se consegue perceber além do superficial e do óbvio.

Por eu não saber o que a vida é, cada momento torna-se mágico e único. Às vezes o silêncio dentro de mim é tão grande que sinto a beleza em tudo. Na essência das coisas não há lugar para o feio e o imperfeito.

Todas as dicotomias desaparecem no silêncio, como também os julgamentos, desejos e inquietações. É só quando o silêncio toma conta de mim que sinto que estou vivendo. Só quando sinto todas as coisas como parte de mim mesmo, que estou verdadeiramente vivendo.

4 comentários:

Mary Joe disse...

Muito bonito e profundo seu post. Gostei de conhecer seu blog novo.
Beijokas
Mary

Adri disse...

Não poderia levianamente postar um comentário que não fosse à altura desse conteúdo. Por isso, levei um certo tempo para voltar aqui e comentar sobre o que logo que você postou...

Cláudio, o silêncio interior é um tesouro que se "conquista". Não é uma técnica esotérica, não é o esforço, nada disso. Só quando conseguimos nos desvenciliar de toda a carga do dia a dia - tarefas da escola, trabalho, casa, comida, marido, filhos, amigos, parentes, etc... - para nos entregarmos ao "nada", talvez - TALVEZ! - consigamos alcançar algo próximo daquilo que você descreveu tão bem...

Suas impressões me são familiares porque já as senti, mas não poderia jamais expressá-las da mesma graciosa e leve forma que você.

Quando te conheci, encantei-me com a riqueza do seu mundo interior e sua enorme capacidade de observação e apreensão das pessoas e ocorrências ao seu redor. Essa habilidade é muito difícil de ser "adquirida" se não se tem essa abertura para a vida: o não saber, o não entender - sem esforço, naturalmente. Gosto quando você se sintoniza com seu mundo interior... que também faz parte do meu.

Beijos

Belisa1966 disse...

Bom dia gostei muito do seu blog e quero pedir licença para dividir no meu facebook,muito linda sua mensagem parabéns.

Que Bonita sua Roupa disse...

Talvez a vida não seja pra ser entendido mesmo. Ou nós é que ainda não desenvolvemos essa capacidade.